Felicidade

Muitos cientistas, filósofos e estudiosos tem abordado este assunto e mesmo assim não existem conclusões, apenas se sabe que estamos engatinhando na "ciencia da felicidade" e não é minha pretensão esgotar o assunto nestas poucas linhas.

Sempre disse que felicidade para mim pelo menos não é um estado constante de espírito mas sim alguns momentos de minha vida, já fui muito feliz e lendo sobre felicidade pude chegar a algumas conclusões que desvendam um pouco da mecânica da felicidade.

Em primeiro lugar aprender a lidar com a tristeza e outros sentimentos negativos. Momentos de tristeza são normais para todos os seres humanos, temos que aprender a lidar com eles e tirar proveito para a nossa vida. Por exemplo, o sentimento de tristeza é algo que pode fazer com que avaliemos nossa vida, pensando no que motivou essa tristeza e assim poder traçar novos rumos para nossa futuro. Também muitos artistas melancólicos nos seus momentos de tristeza brindaram ao mundo grandes obras como por exemplo Van Gogh e Beethoven.

Uma outra constatação é que a felicidade reside no lado esquerdo do cérebro, numa região conhecida como lobo temporal esquerdo, a mesma área responsável pelo aprendizado, sobretudo o da linguagem, e também pela decodificação dos sons. Esta descoberta está baseada em pesquisas realizadas pelo professor de psicologia e psiquiatria Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Ele chegou a essa descoberta ao medir, por meio de eletrodos, a atividade cerebral de monges budistas em meditação. Ao alcançarem um estado de bem-estar absoluto, a atividade elétrica no lobo temporal esquerdo disparava. Em outras palavras, o pesquisador mostrou que ser ou estar feliz é algo biológico. Sabemos também que a felicidade fortalece nosso sistema imunológico além de prolongar a vida.

Os especialistas também revelam que há uma certa predisposição genética para ser feliz. No entanto, isso não quer dizer que a felicidade seja patrimonio exclusivo de um seleto grupo de pessoas. Depende muito de nossa atitude perante a vida e seus maus momentos, mesmo não sendo privilegiados geneticamente neste quesito. Por isso é muito importante saber que o que para nós pode ser algo fácil de enfrentar e superar o seja da mesma forma para outras pessoas e vice versa.

Haidt no seu livro "A Hipótese da Felicidade" explorou de que modo o pensamento tradicional quanto à felicidade se compara às pesquisas empíricas mais recentes. Ele também afiram a importância genética neste assunto. Os pesquisadores acreditam que entre 50% e 80% da variação entre os diferentes médios níveis de felicidade que as pessoas ostentam pode ser explicada por seus genes, e não pelas experiências de vida pelas quais elas passam.


É fácil compreender o motivo quando consideramos o caso citado por Haidt sobre as chamadas "gêmeas risadinhas", Barbara Herbert e Daphne Goodship.

Ambas tinham personalidades notavelmente felizes, e o hábito de cair na risada sem conseguir
completar a sentença. Haidt diz que elas "ganharam na loteria do córtex", porque tinham mais
atividade no córtex frontal esquerdo de seus cérebros, o que faz delas "canhotas" em termos de atividade cerebral e, portanto, menos sujeitas a ansiedade e mais capazes de se recuperar de
experiências negativas, da infância em diante. Em outras palavras, não importa quanto ganhemos, quão bem nos casemos tampouco o grau de virtude que exibamos na vida: a busca da felicidade terminará sendo decidida, pelo menos em parte, pelos genes com que chegamos ao mundo.

Muitas pessoas associam a felicidade ao "ter" mas isto é um grande engano, podemos ter, o fato de ter sem dúvida nos fara felizes a curto prazo, mas depois essa felicidade se dilui no tempo, acabanos nos acostumando com o "ter" e precisamos sempre "ter" mais para poder continuar a ser "felizes" o ter nunca foi nem é fonte de felicidade permanente. Quantas pessoas são felizes mesmo sem ter grandes posses e quantas pessoas tem muito e não são felizes.

Eu acredito que felicidade é feita de relacionamentos, em primeiro lugar com nós mesmos, ser conscientes de quem somos, de nosso valor, a seguir no sentido espiritual, nosso relacionamento com Deus e em terceiro lugar relacionamento com nosso semelhante, pais, conjuge, filhos, amigos, etc.

Nossa busca da felicidade é uma viagem sem fim. Segundo o psicanalista Jorge Forbes se refereindo ao relacionamento homem mulher diz: "Todo ser humano necessita de alguém que o incomode, que o desafie todos os dias. Quando acontece o encontro, um acorda o outro e é bom, as pessoas precisam de alguém que as retire do comportamento individualista. A mulher deve ser "a pedra no caminho" do homem, como nos versos de Carlos Drummond de Andrade. É ela quem alerta o homem, porque ele é mais acomodado e ela é mais inquieta. O encontro faz com que os dois tenham motivo para reinventar a vida todos os dias. Mas felicidade dá trabalho".

Então... O que é felicidade mesmo?

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