Abismo secular
Madrugada fria, estava ainda escuro, me aproximei do balcão na recepção do hotel onde haviam algumas pessoas uniformizadas, entre elas alguém que me pareceu vindo de um passado distante quem sabe descendente de aztecas, toltecas, ou alguma daquelas milenares civilizações. Moreno, pouco mais de um metro e sessenta de altura, compleição forte, cabelo preto, liso, penteado ao meio, por volta de uns 30 anos de idade, sua fisonomia indicava claramente a sua origem étnica.
Eu estava vindo de outro hotel onde minha reserva havia sido feita mas que inexplicavelmente o atendente "nao localizou". Precisava resolver a situação para poder guardar a minha bagagem e preparar-me para um dia de trabalho. Cansado após pouco mais de 9 horas de viagem expliquei a situação que ele parecia não entender. Pedi que ele ligasse para o outro hotel onde minha reserva havia sido feita e no qual não haviam mais vagas, como eram hoteis do mesmo grupo me encaminharam para este hotel, devido a isso pensei que haveria alguma facilidade, mas não foi o que aconteceu. Percebi uma desorganização muito grande, certa falta de profissionalismo e dessinteresse para resolver o problema, mas não foi isso o que mais me impressionou. Durante a nossa conversa cada vez que entravamos num assunto crítico ele ficava em silêncio, o seu rosto como uma escultura azteca milenar possuia a frialdade da pedra, sem expressar qualquer emoção, quando tentei vislumbrar nos seus olhos algum pensamento tive que me segurar para não ser sugado por um abismo, um vazio tão grande que semelhante nunca na minha vida tinha presenciado.
Imaginei o que esse olhos pretos profundos e indecifraveis como uma noite sem lua e estrelas estavam querendo dizer e por segundos passaram como um filme na minha mente a herança secular desse olhar. O que senti não foi agradável.
Dias depois no aeroporto, passando num corredor vi esse mesmo olhar vazio me acompanhando fixamente.
Pensamentos e ilustrações veja tambem em http://fotolog.net/leopolddo
Eu estava vindo de outro hotel onde minha reserva havia sido feita mas que inexplicavelmente o atendente "nao localizou". Precisava resolver a situação para poder guardar a minha bagagem e preparar-me para um dia de trabalho. Cansado após pouco mais de 9 horas de viagem expliquei a situação que ele parecia não entender. Pedi que ele ligasse para o outro hotel onde minha reserva havia sido feita e no qual não haviam mais vagas, como eram hoteis do mesmo grupo me encaminharam para este hotel, devido a isso pensei que haveria alguma facilidade, mas não foi o que aconteceu. Percebi uma desorganização muito grande, certa falta de profissionalismo e dessinteresse para resolver o problema, mas não foi isso o que mais me impressionou. Durante a nossa conversa cada vez que entravamos num assunto crítico ele ficava em silêncio, o seu rosto como uma escultura azteca milenar possuia a frialdade da pedra, sem expressar qualquer emoção, quando tentei vislumbrar nos seus olhos algum pensamento tive que me segurar para não ser sugado por um abismo, um vazio tão grande que semelhante nunca na minha vida tinha presenciado.
Imaginei o que esse olhos pretos profundos e indecifraveis como uma noite sem lua e estrelas estavam querendo dizer e por segundos passaram como um filme na minha mente a herança secular desse olhar. O que senti não foi agradável.
Dias depois no aeroporto, passando num corredor vi esse mesmo olhar vazio me acompanhando fixamente.
Pensamentos e ilustrações veja tambem em http://fotolog.net/leopolddo
Léo mt bom entrar aqui e sentir um pouquinho de vc.
ResponderExcluirQ estranho esse homem ai q vc falou..
Muita saudades, vou escrever pra vc, pode? Eu sei q vc vai deixar hahaha