Chegadas e despedidas

Estava sozinho no aeroporto observando o que acontecia a minha volta, vi pessoas chorando, outras alegres e descontraidas, umas preparando-se para ir, outras chegando. Eu sozinho ali sem ninguém para despedir-se de mim comecei a viajar na emoção alheia.

No meio da multidão um casal de meia idade abraçando-se de uma maneira especial, junto a eles um adulto de mais ou menos quarenta anos e um garoto de uns doze anos. A emoção se estampava nos seus rostos.

O homem calvo e magro de bigode, um metro setenta e cinco de altura, sessenta e oito quilos devia estar póximo de cinquenta anos, a mulher não devia ter mais de um metro e meio, pouco mais de sessenta quilos, uns dez anos a menos que ele.

Com os olhos marejados pela emoção o homem a abraçava como não querendo partir, ela por sua vez tina estampado no seu rosto a saudade que já estava sentindo. Parecia um abraço que queria prolongar-se pela eternidade.

A seguir ele abraçou o menino que parecia ser seu filho que estava em prantos e tambem abraçou o homem que parecia ser seu cunhado que tambem estava com o rosto embargado pela emoção.

Voltaram-se a abraçar mas o relogio implacável indicava que ele devia partir e entre lágrimas o homem pegou a sua bagagem e encaminhou-se para o embarque internacional olhando fixamente para seus amados, com a vista embaçada pela emoção guardou na retina a última imagem e no seu coração toda a emoção sentida.


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