Realidades
Os homens quase sempre trajando camisa e calça social, normalmente a calça mais escura do que a camisa, alguns vestem terno. As mulheres roupa social ou não. a grande maioria de mochila quase sempre da marca Targus, normalmente as mulheres penduram alguns mascotinhos para dar um ar mais feminino.
A grande maioria composta de jovens de menos de 30 anos, mais ou menos numa proporção de 70% de homens. É uma empresa multinacional de auditoria num bairro nobre de São Paulo, um mundo todo particular com suas regras invisíveis. Todos munidos de seus respesctivos notebooks e telefones celulares de última geração, integrantes de uma elite com costumes e jeito de ser próprios. Olhando pelas janelas mesmo que o sol brilhe o tempo parece estar nublado, o que deixa um pouco mais triste e austero o ambiente.
Distante poucos metros, atravessando uma avenida há um ponto de onibus, horário de saída de muitos trabalhadores, há um grupo de pessoas sentadas no ponto, outras vão chegando, se cumprimentam com familiaridade o que denota que esse encontro faz parte de uma rotina. A conversa como ocorre entre pessoas que não tem muita familiaridade versa sobre trabalho. Falam mal de suas patroas, que pela conversa tem em comúm a depressão, as mulheres são mais críticas. O onibus chega, para confirmar a rotina vem lotado, as mulheres se despedem e forçam sua entrada no coletivo.
Histórias, tribos, o ser humano se agregando em pequenas coletividades num mesmo cenário, realidades totalmente distintas, diferentes engrenagens de uma sociedade nem sempre justa mas que na sua desigualdade se ajusta para poder funcionar.
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