Pontos de vista vistos de um ponto
Pessoas das mais diversas etnias se amontoando numa repartição federal, uma grande sala quadrada tendo ao fundo e na parede direita um balcão na forma de "L". Todos estavam ali com o mesmo propósito, recadastrar-se para validar a sua cedula de identidade. Versão moderna da torre de babel onde podeia escutar-se coreano, espanhol, inglês entre outros idiomas e claro português de inúmeros sotaques.
Sem a mímima estrutura para atender tal quantidade de pessoas os funcionários estavam à beira de um ataque de nervos, muitos deles transpirando stress num ambiente saturado em todos os sentidos e de muito calor humano e ambiental.
Uma vez dada a entrada dos papéis as pessoas tinnham que dirigir-se ao canto oposto da sala onde periodicamente numa porta entreaberta aparecia um funcionário para chamar três ou quatro de uma pequena multidão que nesse momento contava com pouco mais de cem pessoas para colher as digitais. Haviam apenas dois funcionários para essa tarefa. Ansiosos todos aguardavam pelo seu nome, já que alguns estavam ali havia mais de três horas esperando de pé, devido a que o local não possuia cadeiras, a não ser três encostadas na parede ao lado da porta e tinham que ficar perto da mesma para poder ouvir o funcionário chamar.
Uns enfrentavam a situação com resignação, outros reclamavam e alguns riam bem humorados tentando minimizar o tédio e desconforto da situação. É curioso como as pessoas reagem diferentemente, ainda mais quando são de diferentes etnias. Havia ali um homem forte e alto, devia ter um metro e noventa, careca, ruivo, de pele avermelhada, as suas mãos denotavam sua profissão de mecânico, mãos rudes de unhas curtas mas mesmo assim com vestígios de graxa, a sua aliança estava bem riscada refletindo os rigores de sua profissão, parecia ser italiano o que se confirmou quando foi chamado para identificação. Falando em nomes, quando os funcionários apareciam para a chamada sofriam muito com os nomes orientais, era curioso poder ver esforçando-se para pronunciá-los. Um dos nomes de provocou uma cena hilária, com as fichas na mão o funcionário que se caracterizava pelo seu bom humor e descontração contrastando com os demais leu: Maria do Céu, como ela demorou-se a aparecer falou mais alto, Maria do Céu! ela estava tentando abrir caminho no meio a multidão, e quando conseguiu chegar perto ele leu o nome todo Maria do Céu de Jesus e falou o último sobrenome dela, ai algum engraçadinho falou Amem! Todos riram com vontade, descontraindo um pouco o ambiente.
Naquele ambiente vi algumas cenas que me deixaram pensativo, apareceram alguns idosos com dificuldades para andar, um senhor de cabelos brancos acompanhado por uma mulher que parecia ser sua filha, ele se arrastava com dificuldade, pois ao tentar deslocar-se não conseguia dar passos mas apenas arastar seus pés por não mais de uns quinze centímetros, uma senhora de mais ou menos noventa anos, muito bem arrumadinha, com aqueles vestidos e sapatos típicos de velhinhas acompanhada também por sua filha, outra senhora de origem latina numa cadeira de rodas acompanhada por duas pessoas uma das quais parecia ser médico ou enfermeiro, ela ao deslocar-se ia dizendo: "permiso", "gracias" e sorrindo para todos. Nunca gostaria de me ver numa situação dessas é muito triste.
Um dos funcionários destacava-se pelo seu nervosismo, parecia que a qualquer momento pularia o balcão para bater nas pessoas que insistiam em chegar perto o que despertava nele uma tremenda ira, mandando-as imediatamente a afastarem-se do balcão com rudes palavras, que eram as mesmas que usava para atender as pessoas querendo-as fulminar com os olhos.
Como a mesma cena pode ser enfrentada de formas tão diferentes? como é diferente o olhar de um funcionário e o de o público, ambos estão de lados opostos. Como há diferentes comportamentos dos funcionários frente à mesma situação, da mesma forma que o público. Como me comporto em situações semelhantes? Temos duas opções, nos amargar com a situação ou tentar fazer com que ela seja o menos penosa possível, assim será melhor para nós e para os que estão conosco, vamos contagiar bem-estar.
Pensamentos e ilustrações veja tambem em http://fotolog.com/leopolddo
Sem a mímima estrutura para atender tal quantidade de pessoas os funcionários estavam à beira de um ataque de nervos, muitos deles transpirando stress num ambiente saturado em todos os sentidos e de muito calor humano e ambiental.
Uma vez dada a entrada dos papéis as pessoas tinnham que dirigir-se ao canto oposto da sala onde periodicamente numa porta entreaberta aparecia um funcionário para chamar três ou quatro de uma pequena multidão que nesse momento contava com pouco mais de cem pessoas para colher as digitais. Haviam apenas dois funcionários para essa tarefa. Ansiosos todos aguardavam pelo seu nome, já que alguns estavam ali havia mais de três horas esperando de pé, devido a que o local não possuia cadeiras, a não ser três encostadas na parede ao lado da porta e tinham que ficar perto da mesma para poder ouvir o funcionário chamar.
Uns enfrentavam a situação com resignação, outros reclamavam e alguns riam bem humorados tentando minimizar o tédio e desconforto da situação. É curioso como as pessoas reagem diferentemente, ainda mais quando são de diferentes etnias. Havia ali um homem forte e alto, devia ter um metro e noventa, careca, ruivo, de pele avermelhada, as suas mãos denotavam sua profissão de mecânico, mãos rudes de unhas curtas mas mesmo assim com vestígios de graxa, a sua aliança estava bem riscada refletindo os rigores de sua profissão, parecia ser italiano o que se confirmou quando foi chamado para identificação. Falando em nomes, quando os funcionários apareciam para a chamada sofriam muito com os nomes orientais, era curioso poder ver esforçando-se para pronunciá-los. Um dos nomes de provocou uma cena hilária, com as fichas na mão o funcionário que se caracterizava pelo seu bom humor e descontração contrastando com os demais leu: Maria do Céu, como ela demorou-se a aparecer falou mais alto, Maria do Céu! ela estava tentando abrir caminho no meio a multidão, e quando conseguiu chegar perto ele leu o nome todo Maria do Céu de Jesus e falou o último sobrenome dela, ai algum engraçadinho falou Amem! Todos riram com vontade, descontraindo um pouco o ambiente.
Naquele ambiente vi algumas cenas que me deixaram pensativo, apareceram alguns idosos com dificuldades para andar, um senhor de cabelos brancos acompanhado por uma mulher que parecia ser sua filha, ele se arrastava com dificuldade, pois ao tentar deslocar-se não conseguia dar passos mas apenas arastar seus pés por não mais de uns quinze centímetros, uma senhora de mais ou menos noventa anos, muito bem arrumadinha, com aqueles vestidos e sapatos típicos de velhinhas acompanhada também por sua filha, outra senhora de origem latina numa cadeira de rodas acompanhada por duas pessoas uma das quais parecia ser médico ou enfermeiro, ela ao deslocar-se ia dizendo: "permiso", "gracias" e sorrindo para todos. Nunca gostaria de me ver numa situação dessas é muito triste.
Um dos funcionários destacava-se pelo seu nervosismo, parecia que a qualquer momento pularia o balcão para bater nas pessoas que insistiam em chegar perto o que despertava nele uma tremenda ira, mandando-as imediatamente a afastarem-se do balcão com rudes palavras, que eram as mesmas que usava para atender as pessoas querendo-as fulminar com os olhos.
Como a mesma cena pode ser enfrentada de formas tão diferentes? como é diferente o olhar de um funcionário e o de o público, ambos estão de lados opostos. Como há diferentes comportamentos dos funcionários frente à mesma situação, da mesma forma que o público. Como me comporto em situações semelhantes? Temos duas opções, nos amargar com a situação ou tentar fazer com que ela seja o menos penosa possível, assim será melhor para nós e para os que estão conosco, vamos contagiar bem-estar.
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