Impressões

Viagens a lugares para nós deconhecidos sempre causam impressões inéditas. Por primeira vez realizaria uma viagem com conexão internacional. Viagens aéreas são sempre complicadas, nunca sabemos o que pode acontecer, desta vez teria que fazer uma escala na Colombia, no desembarque passamos por duas revistas, detectores de metais e um exército de seguranças e militares, na minha última visita ao méxico aconteceu a mesma coisa, até revistas manuais.

Tive que ficar mofando no aeroporto Eldorado de Bogotá durante 5 horas até embarcar para Quito, Equador. Finalmente embarcamos, sentei ao lado de uma brasileira que me pediu para ajudá-la devido a que não estava passando bem. Ela estava muito nervosa, suando frio, acabou dando tudo certo, chegamos em paz e ainda ganhei uma carona no carro dos parentes dela que a esperavam, me deixaram na porta do hotel.

Uma coisa que me espantou. Fui ao banheiro, havia acabado de fazer xixi, de repente vejo entrando ao banheiro masculino como se nada uma funcionária da limpeza. Quando estava saindo vejo outra mulher adentrando ao banheiro dos homens, desta vez creio que ela havia se enganado mesmo.

O povo equatoriano pelo que pude perceber não foge do padrão latino, muito receptivos e amáveis. Quito é uma cidade de ruas estreitas, aparentemente calma, mas segundo fui informado pelo pessoal do hotel o risco de assaltos é alto.

Fiquei feliz pois na TV a cabo tem um canal chileno, matei saudades, entre as notícias surgiu com força a manchete da Gripe porcina ou suina. Hoje por interesse da indústria suina já não carrega o nome dos porquinhos. Na volta o aeroporto já apresentava o cenário de preocupação, muitas pessoas mascaradas, me chamou a atenção uma das funcionárias do aeroporto cuja máscara era quase maior que o próprio rosto. Outra coisa, a tripulação dos voos sempre mascarada, no entanto não sei a efetividade dessa medida, uma das aeromoças no meio do voo já estava com a máscara protegendo-lhe apenas a boca e respirando livremente pelo nariz. Mesmo usando a máscara como se deve não considero ser um meio muito eficaz para evitar o contágio. É complicado esse clima, não sei como esta doença irá a se desenvolver. No méxico aproveitando o dia do trabalhador foi decretado um feriado de cinco dias, vamos ver o que vai acontecer.

Uma das coisas que encontrei diferente nos aeroportos de Colombia e Equador é a burocracia, muitas revistas repetitivas, e check in complicado, no Equador fiquei chocado quando depois do check in tive que ir até um balcão pagar uma taxa de pouco mais de 40 dólares para embarcar, falando em dólares é a moeda local, foi a solução achada na época para resolver a inflação e que perdura até hoje.

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