Tiempo en las Bastillas

Dicen que el tiempo guarda en las bastillas
las cosas que el hombre olvidó
lo que nadie escribió
aquello que la historia nunca presintió.
Y vuelan las gaviotas a la tierra
trayendo la vida que han robado al mar
¿ A quién le importará…?
que las gaviotas vuelen la historia del mar…
Guarda el tiempo en las bastillas
unas cuantas semillas que entrega una canción
pero hay un lugar donde el olvido floreció.
Era o mês de fevereiro do ano 1978, um jovem tímido, vestido de branco, com seu violão cantarolando essas palavras acabava de vencer o Festival de la Canción de Viña del Mar. Muitas coisas estavam mudando, a imagem da TV colorida foi uma das novidades e junto com essas mudanças a minha vida também mudaria, eu na época, vivia nas núvens, não tinha noção do que acontecia, estava com 19 anos, vivendo meu primeiro amor, era tão feliz, havia muito tempo gostava dessa menina e finalmente ela se tornou a minha namorada, com ela soube o que era amar, seu carinho e dedicação me marcaram para sempre.
Minha irmã que morava no Brasil foi nos visitar, ela comprou o disco do vencedor do décimo nono festival, Fernando Ubiergo, eu me achava parecido com ele, usava cabelos compridos, magro, moreno e como sempre romantico. Ela nos levou de férias ao centro/sul do país, inclusive para a cidade onde nasci, férias com um misto de saudades, querer ficar, sentimento amenizado pelo prazer da viagem.
Estudava artes, no terceiro ano na Universidad de Chile, era um dos melhores, gostava muito de minha professora de desenho Guadalupe, ela sempre vivia a me desafiar, mostrando-me novos caminhos, alternativas inovadoras, era muito doce e meiga. O local onde estudava estava localizado no Pasaje Atkinson, um casarão antigo, suas janelas olhavam o mar, muitas vezes ficava a sonhar olhando a paisagem solitário viajando nos meus pensamentos. Melancólico mas feliz, Alejandra de fato me fez muito feliz, mal sabia que no fim desse ano minha vida mudaria radicalmente para sempre.
las cosas que el hombre olvidó
lo que nadie escribió
aquello que la historia nunca presintió.
Y vuelan las gaviotas a la tierra
trayendo la vida que han robado al mar
¿ A quién le importará…?
que las gaviotas vuelen la historia del mar…
Guarda el tiempo en las bastillas
unas cuantas semillas que entrega una canción
pero hay un lugar donde el olvido floreció.
Era o mês de fevereiro do ano 1978, um jovem tímido, vestido de branco, com seu violão cantarolando essas palavras acabava de vencer o Festival de la Canción de Viña del Mar. Muitas coisas estavam mudando, a imagem da TV colorida foi uma das novidades e junto com essas mudanças a minha vida também mudaria, eu na época, vivia nas núvens, não tinha noção do que acontecia, estava com 19 anos, vivendo meu primeiro amor, era tão feliz, havia muito tempo gostava dessa menina e finalmente ela se tornou a minha namorada, com ela soube o que era amar, seu carinho e dedicação me marcaram para sempre.
Minha irmã que morava no Brasil foi nos visitar, ela comprou o disco do vencedor do décimo nono festival, Fernando Ubiergo, eu me achava parecido com ele, usava cabelos compridos, magro, moreno e como sempre romantico. Ela nos levou de férias ao centro/sul do país, inclusive para a cidade onde nasci, férias com um misto de saudades, querer ficar, sentimento amenizado pelo prazer da viagem.
Estudava artes, no terceiro ano na Universidad de Chile, era um dos melhores, gostava muito de minha professora de desenho Guadalupe, ela sempre vivia a me desafiar, mostrando-me novos caminhos, alternativas inovadoras, era muito doce e meiga. O local onde estudava estava localizado no Pasaje Atkinson, um casarão antigo, suas janelas olhavam o mar, muitas vezes ficava a sonhar olhando a paisagem solitário viajando nos meus pensamentos. Melancólico mas feliz, Alejandra de fato me fez muito feliz, mal sabia que no fim desse ano minha vida mudaria radicalmente para sempre.
Bastillas para quem não sabe é uma palavra em espanhol para definir a chamada "barra italiana". Nas calças sociais é essa barra dobrada para fora, quando vamos andando alguns pedregulhos, poeira e outras pequenas coisas vão ficando nelas e no passar da vida se acumulam, as vezes paramos e percebemos o que o tempo guardou nas nossas "bastillas", tanta coisa, tantas lembranças que fazem de nós o que somos hoje.
Adoro quando conta sua história. Bjos, Denise
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