Calçada da Fama

É inevitável, quando caminhamos mesmo sem perceber deixamos no caminho nossas pegadas, são as marcas que deixamos no nosso caminhar.

Na minha adolescencia lia muitos livros e alguns deles me marcaram, especialmente os livros de dois autores: Arthur Conan Doyle e Zane Grey. O primeiro criador do famoso personagem Sherlock Holmes. A leitura de suas obras me iniciou na arte de ler a vida, perceber nos detalhes do ambiente toda a historia do que aconteceu mesmo que os protagonistas não mais estejam ali. Seus relatos me ajudaram a desenvolver uma mente lógica que me ajudou a aprender a ler as entrelinhas da vida.

Zane Grey um estadounidense de Zanesville, Ohio, escreveu muitos livros com o tema do velho oeste. Eu pegava seus livros na pequena biblioteca de minha cidade e os devorava com avidez. Freqüentemente nos seus relatos existiam personagens, principalmente indios que sabiam seguir os rastos de pessoas ou animais e mesmo que a pessoa tentasse ocultá-los eles percebiam nos detalhes quase imperceptíveis a passagem de alguém pelo lugar. Porém se os rastos eram sutís não podia passar muito tempo antes de seguir a pista pois corria-se o risco dos rastos serem apagados pelas condições atmosfericas ou do local.

No nosso caminhar acontece a mesma coisa, muitas pessoas entram e saem de nossa vida, há uma grande rotatividade de relacionamentos, muitas pessoas passam e quase não deixam rastos, o vento do tempo se encarrega de apagar suas pegadas rápidamente. Outras passam e deixam seqüelas de destruição, muitas vezes essas marcas ficam para sempre. Mas há um tipo de marca que é indelével, esta é deixada na calçada da fama de nossa vida, a semelhança de Hollywood nesta calçada somente há lugar para pegadas de pessoas muito especiais, só elas alcançam esse lugar e suas marcas permanecem pela eternidade. Lembranças de momentos vividos, mudanças no rumo de nossa vida, enfim, o que somos hoje em grande parte se deve àquelas pessoas queridas que deixaram as suas pegadas no nosso coração, são pessoas que independentemente do grau de relacionamento, de sua presença ou não, fazem parte de nossa realidade em três tempos passado presente e futuro.



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