Perdão...
A ciência afirmava que a terra era plana, que o sol girava em torno da terra e tantas outras afirmações queeram tidas como verdade mas com o passar do tempo forma sendo modificadas por novas descobertas.
A mente humana é um universo que permanece sendo um mistério em muitos aspectos, conceitos que antes eram verdade hoje não são mais, psiquiatras psicologos e psicoterapeutas elaboram teorias ou seguem linhas de conduta ao lidar com a mente humana que no dia de amanhã podem ser mudadas radicalmente devido novas descobertas.
Sabemos da influência que o emocional exerce sobre o corpo de uma forma positiva ou negativa e dentre essas emoções gostaria de abordar o rancor, mágoas, ódio e desejo de vingança contrapostos com o perdão.
Pedro certa vez falando com Jesus disse: "Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus:Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”(Mateus 18.21-35). Segundo o costume da época o aceitavel seria perdoar três vezes, e Pedro desejando ser generoso e quem sabe ser elogiado pelo seu mestre colocou o dobro mais uma, mas se surprendeu com a resposta de Jesus. Mas qual a lição que Cristo desejava ensinar?
No dicionário Aurélio, encontramos a definição de perdão da seguinte maneira: Remissão de pena; desculpa; indulto. Mas de fato o que significa perdoar? Como remissão de pena poderiamos interpretar de que o culpado foi isento de pagar por aquilo que devia. O mestre Jesus ilustrou para Pedro o perdão com esta parábola:
Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos e, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem 20 dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves, então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
A Biblia amplificada afirma que dez mil talentos (Dívida do servo com o rei) são ao redor de dez milhões de dólares, enquanto cem denarios (Dívida do conservo com o servo que foi perdoado) são aproximadamente vinte dólares. Se o servo tentasse pagar a dívida para com o Rei, mesmo trabalhando a vida toda não conseguiria. No entando a dívida que o conservo tinha para com o servo que foi perdoado poderia ser paga em pouco tempo.
Qual a moral da história? Quem não comprende o perdão divino nunca poderá perdoar nem ser perdoado de fato, o que nos foi perdoado é muito maior do que o que nos devemos perdoar, o Pai Nosso diz, "Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos". Mas porque o perdão é tão importante? quem é o beneficiado pelo perdão?
Muitos pesquisadores tem estudado os efeitos físicos que o perdão provoca no corpo humano. Descobriu-se que ao perdoar uma pessoa tem fortalecido seu sistema imunológico, o seu organismo se comporta de forma harmônica melhorando seu funcionamento.
Pessoas não religiosas têm descoberto que perdoar é terapêutico. O Dr. Fred Luskin, diretor do projeto perdão, da Universidade de Stanford, em seu livro "O poder do perdão", afirma que carregar a bagagem da amargura é muito tóxico.
Nos estudos que realizou com voluntários, constatou que a ação de perdoar lhes melhorou os níveis de energia, de humor, a qualidade do sono e a vitalidade física geral. Isso ocorre, explica, porque somos programados para lidar com a tensão. Pode ser um alarme de incêndio, uma crise, uma discussão mais acalorada. Nessas ocasiões, o corpo libera os hormônios do estresse - adrenalina e cortisol - acelerando o coração, a respiração e fazendo a mente disparar. Ao mesmo tempo, a liberação de açúcar estimula os músculos e os fatores de coagulação aumentam no sangue. Se isso for breve, como por exemplo um sobressalto na estrada por um quase acidente, é inofensivo. Contudo, a raiva e o ressentimento são como acidentes que não têm fim. Transformam em toxinas os hormônios que deveriam nos salvar.
O efeito depressor do cortisol no sistema imunológico está relacionado a doenças graves. Ele esgota o cérebro, causando atrofia celular e perda de memória. Ainda mais, provoca doenças cardíacas por elevar a pressão sangüínea, os níveis de açúcar no sangue, enrijecendo as artérias.
É aí que entra o perdão, que parece interromper a circulação desses hormônios.
Certa vez eu li uma frase que achei muito interessante que reflete o benefício do perdão e os prejuizos de não perdoar: "O rancor, o desejo de vingança, é semelhante a alguém tomar veneno esperando que o outro morra". Já sabemos no que vai dar isso ne? se perdoando nos e nosso próximo somos beneficiados, a falta de perdão faz com que nós sejamos os maiores prejudicados.
Foi por isso que Jesús disse a Pedro, não sete mas setenta vezes sete... Em outras palavras, perdoe que o maior beneficiado é você mesmo.
Pensamentos e ilustrações veja tambem em http://fotolog.com/leopolddo
A mente humana é um universo que permanece sendo um mistério em muitos aspectos, conceitos que antes eram verdade hoje não são mais, psiquiatras psicologos e psicoterapeutas elaboram teorias ou seguem linhas de conduta ao lidar com a mente humana que no dia de amanhã podem ser mudadas radicalmente devido novas descobertas.
Sabemos da influência que o emocional exerce sobre o corpo de uma forma positiva ou negativa e dentre essas emoções gostaria de abordar o rancor, mágoas, ódio e desejo de vingança contrapostos com o perdão.
Pedro certa vez falando com Jesus disse: "Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus:Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”(Mateus 18.21-35). Segundo o costume da época o aceitavel seria perdoar três vezes, e Pedro desejando ser generoso e quem sabe ser elogiado pelo seu mestre colocou o dobro mais uma, mas se surprendeu com a resposta de Jesus. Mas qual a lição que Cristo desejava ensinar?
No dicionário Aurélio, encontramos a definição de perdão da seguinte maneira: Remissão de pena; desculpa; indulto. Mas de fato o que significa perdoar? Como remissão de pena poderiamos interpretar de que o culpado foi isento de pagar por aquilo que devia. O mestre Jesus ilustrou para Pedro o perdão com esta parábola:
Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos e, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem 20 dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves, então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
A Biblia amplificada afirma que dez mil talentos (Dívida do servo com o rei) são ao redor de dez milhões de dólares, enquanto cem denarios (Dívida do conservo com o servo que foi perdoado) são aproximadamente vinte dólares. Se o servo tentasse pagar a dívida para com o Rei, mesmo trabalhando a vida toda não conseguiria. No entando a dívida que o conservo tinha para com o servo que foi perdoado poderia ser paga em pouco tempo.
Qual a moral da história? Quem não comprende o perdão divino nunca poderá perdoar nem ser perdoado de fato, o que nos foi perdoado é muito maior do que o que nos devemos perdoar, o Pai Nosso diz, "Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos". Mas porque o perdão é tão importante? quem é o beneficiado pelo perdão?
Muitos pesquisadores tem estudado os efeitos físicos que o perdão provoca no corpo humano. Descobriu-se que ao perdoar uma pessoa tem fortalecido seu sistema imunológico, o seu organismo se comporta de forma harmônica melhorando seu funcionamento.
Pessoas não religiosas têm descoberto que perdoar é terapêutico. O Dr. Fred Luskin, diretor do projeto perdão, da Universidade de Stanford, em seu livro "O poder do perdão", afirma que carregar a bagagem da amargura é muito tóxico.
Nos estudos que realizou com voluntários, constatou que a ação de perdoar lhes melhorou os níveis de energia, de humor, a qualidade do sono e a vitalidade física geral. Isso ocorre, explica, porque somos programados para lidar com a tensão. Pode ser um alarme de incêndio, uma crise, uma discussão mais acalorada. Nessas ocasiões, o corpo libera os hormônios do estresse - adrenalina e cortisol - acelerando o coração, a respiração e fazendo a mente disparar. Ao mesmo tempo, a liberação de açúcar estimula os músculos e os fatores de coagulação aumentam no sangue. Se isso for breve, como por exemplo um sobressalto na estrada por um quase acidente, é inofensivo. Contudo, a raiva e o ressentimento são como acidentes que não têm fim. Transformam em toxinas os hormônios que deveriam nos salvar.
O efeito depressor do cortisol no sistema imunológico está relacionado a doenças graves. Ele esgota o cérebro, causando atrofia celular e perda de memória. Ainda mais, provoca doenças cardíacas por elevar a pressão sangüínea, os níveis de açúcar no sangue, enrijecendo as artérias.
É aí que entra o perdão, que parece interromper a circulação desses hormônios.
Certa vez eu li uma frase que achei muito interessante que reflete o benefício do perdão e os prejuizos de não perdoar: "O rancor, o desejo de vingança, é semelhante a alguém tomar veneno esperando que o outro morra". Já sabemos no que vai dar isso ne? se perdoando nos e nosso próximo somos beneficiados, a falta de perdão faz com que nós sejamos os maiores prejudicados.
Foi por isso que Jesús disse a Pedro, não sete mas setenta vezes sete... Em outras palavras, perdoe que o maior beneficiado é você mesmo.
Pensamentos e ilustrações veja tambem em http://fotolog.com/leopolddo
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