Cenas de morte 1
Era o dia 22 de novembro de 1963 eu estava em casa no lugar onde nasci, uma cidade pacata e provinciana no litoral centro-sul chileno, banhada pelas águas frias do Oceano Pacífico e do rio Maule. Na época tinha cinco anos e em poucos dias completaria seis, foi um ano de grandes mudanças pois nesse ano estava acabando meu primeiro ano escolar, o primeiro ano do primeiro grau.
Eu gostava muito do nosso rádio, funcionava a válvulas as quais com suas formas de vidro me pareciam estruturas do espaço; era marrom com várias frestas a semelhança de janelas, para mim um objeto mágico, que nos meus pensamentos era um lugar onde imaginava pessoas minúsculas transitando, entrando e saindo e levando as notícias até nós.
A notícia que o rádio trouxe naquele dia lamentávelmente não era boa, muito pelo contrário, e marcou minha mente infantil de uma forma indelével.
Foi um choque, o presidente dos Estados Unidos havia sido assassinado. Não entendia bem o que isto significava, e assim como num sonho misturamos realidades, na minha mente de criança tambem aconteceu esse fato.
Fiquei imaginando tentando entender o porque disso, ouvia os comentários de meus pais e logo saí ao jardim que havia na parte da frente de casa para pensar no assunto. Como era meu costume ficava a pensar deixava minhas idéias fluir como faço até hoje e meus pensamentos e minha imaginação voavam longe. Resolvi sentar-me num degrau que havia para acessar o portão de casa e fiquei ali na calçada olhando o movimento. No final de minha rua, distante umas quatro quadras, havia uma avenida que cortava a minha rua e então ao longe avistei transitando por ela, cruzando a rua da direita para a esquerda uns cavalos puxando uma carruagem, acompanhados por alguns cavaleiros compondo o cortejo fúnebre, no meu coração de criança senti uma grande tristeza e pensei: Eles já vão sepultar o presidente...
Eu gostava muito do nosso rádio, funcionava a válvulas as quais com suas formas de vidro me pareciam estruturas do espaço; era marrom com várias frestas a semelhança de janelas, para mim um objeto mágico, que nos meus pensamentos era um lugar onde imaginava pessoas minúsculas transitando, entrando e saindo e levando as notícias até nós.
A notícia que o rádio trouxe naquele dia lamentávelmente não era boa, muito pelo contrário, e marcou minha mente infantil de uma forma indelével.
Foi um choque, o presidente dos Estados Unidos havia sido assassinado. Não entendia bem o que isto significava, e assim como num sonho misturamos realidades, na minha mente de criança tambem aconteceu esse fato.
Fiquei imaginando tentando entender o porque disso, ouvia os comentários de meus pais e logo saí ao jardim que havia na parte da frente de casa para pensar no assunto. Como era meu costume ficava a pensar deixava minhas idéias fluir como faço até hoje e meus pensamentos e minha imaginação voavam longe. Resolvi sentar-me num degrau que havia para acessar o portão de casa e fiquei ali na calçada olhando o movimento. No final de minha rua, distante umas quatro quadras, havia uma avenida que cortava a minha rua e então ao longe avistei transitando por ela, cruzando a rua da direita para a esquerda uns cavalos puxando uma carruagem, acompanhados por alguns cavaleiros compondo o cortejo fúnebre, no meu coração de criança senti uma grande tristeza e pensei: Eles já vão sepultar o presidente...
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