Acreditei porque quis, confiei sem medos, recebi o que mereço, não é segredo. Voltei a acreditar, mas com receios, recebi o que mereço, e assim padeço. Quis acreditar, mas desacreditando, desejando que a mentira fosse verdade, consciente inconsciente, na verdade demente, buscando entender o incomprensivel, querendo uma razão para o inverosímil, tentando em insónias dar razão ao meu desejo. Mente febril buscando a razão do sentimento, desejando entender como o belo se antonima, como o puro se contamina, como o amor se aniquila. Como alguém pode trocar, esquecer, desvalorizar, quebrar promessas, deixar de lado a beleza e enganar, sem sentimentos dilacerar o sentir. A moeda dois lados tem, a semente frutifica também.